sexta-feira, 18 de outubro de 2013



O lançamento do Xbox One vai ofuscar o ainda cintilante brilho do Xbox 360? Fazer quaisquer previsões acerca deste assunto é algo arriscado. Fato é que a Microsoft falou nesta semana em números: mais de 76 milhões de unidades do Xbox 360 já foram vendidas. “Se você olhar para o console nos últimos sete ou oito anos, [poderá perceber] que ele vai durar outros três. É inacreditável o quão [o video game] tem sido rentável ‘atualmente’”, disse a companhia ao portal CVG.
Foi divulgado também que a Xbox LIVE conta hoje com cerca de 50 milhões de membros distribuídos por 41 países. E mais: Halo 4 rendeu algo em torno de US$ 220 milhões aos bolsos da Microsoft – mais de 50 milhões de cópias da série Halo foram vendidas mundo afora. Sede por mais números? Então veja só: também conforme nos informa a Microsoft, mais de 18 bilhões de horas de jogatina foram computadas pelo Xbox 360 apenas em 2012.

Uma relação mútua entre gerações

“Vamos continuar investindo no Xbox 360 e os dois dispositivos poderão trabalhar em conjunto. Então o Xbox 360 não vai deixar de funcionar assim que lançarmos o Xbox One – iremos continuar oferecendo suporte [ao video game da atual geração]. Na realidade, vamos oferecer mais de 100 jogos para o Xbox 360”, emplacou a Microsoft em nota ao CVG.
O Xbox One será lançado no Brasil no dia 22 deste mês pelo preço de R$ 2.200. E aí, ansioso?


A Microsoft trouxe essa semana uma interessante ferramenta aos que adoram o acesso remoto a partir dos seus smartphones: o Microsoft Remote Desktop. Com ele, usuários de celulares com os sistemas operacionais iOS e Android poderão controlar as funcionalidades do Windows a partir da telinha do seu dispositivo móvel.
O aplicativo suportará todos os computadores que tiverem o acesso remoto ativado no Painel de Controle. Apesar da tela pequena dos celulares, a interação com o Windows 8 facilita a utilização a partir do touchscreen, o que acaba sendo uma facilidade aos que optam pela navegação remota.
O aplicativo, infelizmente, não reconhece automaticamente os computadores da rede, sendo necessário inserir o IP da máquina a ser acessada. Em compensação, ele facilita o acesso a algumas das funções do Windows a partir de um teclado na tela, contando com teclas como alt, esc, shift, ctrl e até mesmo o botão “Iniciar”.
Microsoft Remote Desktop é um aplicativo gratuito para os usuários de Android e iOS, e você pode encontrá-los tanto na Google Store como na App Store.


Graças ao trabalho de cientistas da Universidade Fudan, em Xangai, pode estar próximo o dia em que você não terá que usar um roteador para espalhar internet por sua casa. Os pesquisadores conseguiram desenvolver uma nova tecnologia que permite que lâmpadas comuns sirvam como emissoras de sinais WiFi.
Além de apresentar uma maior praticidade, a ideia, batizada como Li-Fi, traz a vantagem de funcionar melhor do que os métodos tradicionalmente usados na China. Segundo os cientistas, até quatro computadores na proximidade de uma lâmpada são capazes de se conectar à internet usando frequências da luz.
Cada dispositivo vem acompanhado por um microchip produtor de sinais, capazes de providenciar transferências de dados na casa dos 150 mbps. Uma das principais vantagens trazidas pela nova tecnologia é o fato de seu custo de produção ser acessível, o que deve facilitar a produção em massa da novidade.
Em novembro deste ano, os pesquisadores responsáveis pelo projeto vão exibir 10 unidades da lâmpada em uma feira tecnológica chinesa. Caso o produto consiga despertar a atenção do público (e dos investidores), há grandes possibilidades de que a descoberta seja lançada comercialmente em questão de pouco tempo.


A NVIDIA acaba de anunciar o lançamento de um nova GPU. Trata-se da GeForce GTX 780Ti, modelo high-end voltado para aqueles que buscam alto desempenho em jogos. O produto foi revelado durante o NVIDIA Editor’s Day, evento que acontece nesta semana na cidade de Montreal, no Canadá.
“O consumo de energia é mais baixo, ela é mais silenciosa e mais rápida”, destacou o CEO da NVIDIA, Jen-Hsun Huang. A empresa, entretanto, não revelou mais detalhes técnicos do produto e nem qual será o preço final dele para o mercado norte-americano. A única coisa que se sabe é que o lançamento do produto deve ocorrer na metade do mês de novembro.
Uma possível data é o dia 19 de novembro, mesmo dia em que chega ao mercado o game Assassin’s Creed 4: Black Falg, título da Ubisoft que contou com tecnologias da NVIDIA em seu desenvolvimento. Especula-se ainda que o preço final deve ficar entre U$$ 650 e US$ 750.


Após fazer sua estreia no iPhone 5S, a tecnologia Touch ID pode estar prestes a migrar para o iPad e para os novos produtos da linha MacBook. O site Patently Apple obteve mais detalhes sobre a patente de registro do sensor de digitais, que mostra que a Apple está preparada para introduzir o recurso em diversos de seus aparelhos em um futuro próximo.
Segundo o documento registrado pela empresa, a tecnologia é capaz de analisar uma impressão digital com uma resolução muito superior àquela oferecida por produtos concorrentes. Além disso, o documento afirma que todo o processo é feito de forma a evitar que o consumidor seja vítima de choques provocados pela corrente elétrica utilizada durante o processo.
Um dos principais destaques do modelo 5S do iPhone, a tecnologia permite realizar downloads na iTunes Store sem a necessidade de inserir uma senha de proteção e também aumenta o grau de proteção do bloqueio de tela do aparelho. Vale notar que, ao menos até o momento, a Apple não permite que desenvolvedores terceirizados se aproveitem do recurso na hora de desenvolver softwares.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

BlackBerry Q10 é um fracasso comercial absoluto 

  O smartphone BlackBerry Q10 está sendo considerado um fracasso comercial absoluto. A afirmação é do The Wall Street Journal, uma das publicações sobre economia mais respeitadas do mundo. A publicação teria tido acesso a um relatório de vendas do produto e classifica os resultados até agora como “sombrios”.
   Além de não estar cumprindo a expectativa de vendas, o jornal diz ter ouvido de um proprietário de 16 lojas da Verizon que muitos dos produtos enviados ao seu estabelecimento acabaram retornando para o fabricante. A empresa ainda não se manifestou sobre o assunto.
   Nos últimos trimestres fiscais, a BlackBerry vem colecionando prejuízos e a situação não parece animadora para os próximos períodos. Lançado em abril deste ano, o modelo não emplacou nas vendas e não deve ser o salvador da pátria da empresa canadense como os executivos da companhia imaginavam.

Entenda por que a Samsung não é mais responsável pela linha Nexus da Google

No dia 9 de agosto, a Google revelou ao mundo que a ASUS vai ser a responsável pela produção da nova versão do tablet Nexus 10, até então fabricado pela Samsung. A notícia não chegou a causar espanto, visto a popularidade obtida pelo Nexus 7, produto que combinava hardware potente com preço acessível.
Porém, é preciso notar que a decisão da Gigante das Buscas não se deve meramente ao histórico entre as empresas ou à oferta de preços feita pela ASUS. A mudança tem como objetivo não só renovar a imagem pública do produto como assegurar a manutenção do mercado de dispositivos Android como o conhecemos.
Neste artigo, explicamos por que a decisão da Google pode servir como uma forma de equilibrar o mercado e assegurar a sobrevivência de uma divisão importante da empresa. Confira nossas explicações e, após finalizar a leitura, não se esqueça de deixar sua opinião sobre o assunto em nossa seção de comentários.

Preservando a competitividade

Durante o primeiro trimestre fiscal de 2013, 95% do lucro de US$ 5,3 bilhões obtido pelo mercado de smartphones Android foi para os cofres da Samsung, segundo dados da Strategy Analitcs. Em segundo lugar aparece a LG, com uma participação de mercado de 2,5%, enquanto as demais fabricantes somadas dividem o resto desse dinheiro.
Entenda por que a Samsung não é mais responsável pela linha Nexus da Google 

Embora isso seja excelente para a fabricante sul-coreana, essa disparidade entre ela e outras empresas não é algo atrativo para a Google. Isso porque, na visão da desenvolvedora do sistema operacional portátil, não é interessante que uma única companhia (que não seja ela) tenha controle sobre o mercado.
O domínio que a Samsung exerce sobre o mundo Android, que até o momento não é rivalizado por qualquer empresa, dá a ela um imenso poder de barganha. Dominando 50% do tráfego de informações que passam pela plataforma, é estranho que até o momento a companhia não tenha tomado a iniciativa de requerer uma participação nos lucros que a Google ganha com anúncios publicitários no meio mobile.
Caso isso ocorra, dificilmente a Gigante das Buscas terá escolha a não ser ceder parte de seus lucros para a companhia sul-coreana. Afinal, ou ela faz isso ou se verá sem uma representante de peso capaz de manter viva a popularidade de sua plataforma portátil — algo que nem mesmo todas as demais fabricantes somadas conseguiriam compensar facilmente neste momento.
“A Samsung possui um poder de mercado forte e pode usar sua posição para influenciar a direção futura do ecossistema Android”, afirma o analista Neil Mawston. “Por exemplo, ela pode exigir receber atualizações exclusivas ou requisitar que novas versões do Android sejam liberadas para ela antes que outros vendedores de hardware a recebam”.


Sinais ameaçadores


   Embora não tenha agido de forma direta no que diz respeito a abocanhar parte do lucro que a Google tem com publicidade, a Samsung está bastante ciente do poder que tem no momento.    Prova disso é o fato de a empresa estar investindo cada vez mais no desenvolvimento de um sistema proprietário de vendas de aplicativos, conhecido como “Samsung Recommends”.
   Embora esse serviço ainda funcione de forma discreta, não é impossível imaginar um futuro próximo no qual ele rivalize o Google Play. Mesmo que atualmente poucos aplicativos estejam disponíveis na loja online, a influência (e o poder monetário) da empresa pode servir como incentivo para que mais desenvolvedores decidam disponibilizar seus softwares por lá.
Entenda por que a Samsung não é mais responsável pela linha Nexus da Google 
   Outro ponto que deixa evidente o fato de que a Samsung quer criar uma imagem própria desassociada do Android “puro” é o grande investimento que ela dá a funções e interfaces proprietárias. O maior exemplo disso é o Galaxy S4, que possui tantos programas e funções únicas que a experiência de uso fornecida pelo aparelho se mostra completamente diferente daquela proporcionada pela versão básica do sistema operacional.
   Diante desse cenário, é normal que a Google queira se distanciar da fabricante sul-coreana, priorizando empresas que podem assegurar uma maior competitividade ao mercado. Além de ter feito a parceria com a ASUS, a companhia pretende investir US$ 500 milhões na promoção do Moto X como forma de assegurar o sucesso do smartphone entre os consumidores — algo que, se der certo, pode ajudar a diminuir a influência da Samsung sobre esse mercado.


Samsung: em busca de um caminho individual

   
   Ao deixar grande parte do mercado Android nas mãos da Samsung, a Google corre o risco de ver uma fatia de seu mercado consumidor desaparecer de um dia para outro. Isso porque, frente ao público em geral, o nome “Galaxy S” carrega em si muito mais peso do que o próprio sistema operacional que acompanha os aparelhos pertencentes a esta linha.
   Esse “golpe” pode acontecer de diversas formas, sendo que a mais evidente delas responde pelo nome “Tizen”. Desenvolvido em parceria com a Intel, a nova plataforma mobile baseada no Linux deve fazer sua estreia em questão de pouco tempo em alguns aparelhos da companhia sul-coreana.

Entenda por que a Samsung não é mais responsável pela linha Nexus da Google 

   Embora a empresa tenha falhado em chamar a atenção do público com o Bada OS, a aposta no Tizen mostra que ela está tentando abandonar as amarras impostas pela Google. Afinal, ao controlar o sistema operacional que acompanha seus aparelhos, a Samsung também tem a chance de lucrar com todas as transações feitas por seus usuários sem ter que dar nenhuma fatia de seus ganhos a outras organizações.
   Caso a aposta da empresa em sua nova plataforma não renda os frutos esperados, ela também pode decidir seguir um rumo semelhante ao da Amazon. Embora ainda utilize o Android como uma base para seus produtos, a companhia de Jeff Bezos modificou o software a ponto de ele se tornar um produto completamente diferente e que possui um ecossistema de aplicativos próprio que não depende da Google Play para sobreviver.
   Caso a Samsung decida seguir o mesmo caminho, isso pode significar um grande problema para a Google, que veria seus planos de dominar o mercado mobile ir por água abaixo. Não só ela perderia grande parte de seus consumidores, como se veria forçada a lidar com um adversário com um poder comercial imenso.


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